Ai que Rica Costa!

Thursday, October 12, 2006

Fim de Tarde em Punta Judas...



Sao quase 5 e meia da tarde e o sol ja quase se escapa no horizonte. De sol resta pouco, fica apenas uma mancha amarelo alaranjado, esbatida por tras das nuvens e a desmaiar no que resta da mare baixa. Depois de um duche rapido, sim, porque com agua fria tem mesmo que ser rapido, la estou eu a contemplar mais uma morte do sol... sim, porque ele morre todos os dias. Para nascer de manha, outra vez. Mas e uma morte linda... e depois vem a noite, com as estrelas, a lua, a trovoada ao longe, e os estupores dos mosquitos! Ai como eu gosto de osgas, aqui sao os gecos, eles que comem esses seres vivos que so andam aqui a incomodar. Quando me atraso mais um pouco nas exumacoes e ja venho embora no lusco fusco e uma alegria para a mosquitada. Um banquete. Que me vir ao longe deve achar que sou louca, ou que estou a fazer a danca da chuva... ou a danca das formigas africanas, como naquele filme... lembras-te Mariana? Ah ah ah. Os bracos em movimentos desordenados, muitas vezes chapadas em mim propria... nao e dificil imaginar. Bem, enfim, os mosquitos sao um mal necessario, se o paraiso fosse sempre bom... rapidamente deixaria de ser uma paraiso. Ha provacoes que tem que ser passadas. Como os jovens herois de Shaolim! Nem todos poderiam se-lo! Nem sempre me apetece ir procurar tortugas a meio da noite, de lanterna quando nao ha lua para iluminar o caminho, muitas vezes a chuva... mas acreditem, tudo vale a pena quando temos o prazer de assistir a chegada de uma delas, o caminhar lento desde a agua, o rasto que elas deixam e que se torna uma via latea na areia quando esta e iluminada pela lua... e mesmo bonito.

Finalmente consegui publicar duas fotos mas nao tenho tempo para mais... tenho mesmo que ir. Esta tartaruga que estao aqui a ver esteve ate agora num aquario... imaginem a alegria dela quando sentiu finalmente o mar...

Besos a todos

9 Comments:

At 4:25 PM, October 12, 2006, Anonymous Anonymous said...

Quisera ser tartaruga
em praia de além mar
de ti me pôr em fuga
p'ra prender teu olhar.

teu olhar em mim grudado
não mais desapareceria
o mar saberia coitado
que por ti tudo faria

deixaria o grude secar
o mar comigo em acção
faria as costas brilhar
levantaria o coração!

Mas tartaruga não sou
e o mar não me conhece
razão por que me vou

assim com uma prece
de dentro se soltou
não mais esmorece!

Bj

 
At 11:03 AM, October 13, 2006, Blogger Pierrot said...

Osgas...credo
Coisa horrivel
Isso come-se...
Olha, por cá estamos todos tristes e saudosos de ti.
Em casa, ninguém sai pra night, ninguém bebe uns copos, nem coisa e tal!
Como vês, somos tão saudosos como mentirosos eheheh!
Bjos e dá uns casculhos aí a umas tortugas por mim...

E caga na ideia do outro de vir fazer umas expecialidades costa riquenhas...dasse...inda ficava por 45 euros cada!

Che, com que estão este é o melhor blog??? Atão e o meu...??? Vendido, traidor ;-)

Eugénio

 
At 4:27 PM, October 13, 2006, Anonymous Anonymous said...

Desde que se soube que o Pierrot andava com problemas de copyright com as fotos e começaram a chegar as queixas dos verdadeiros autores, a tua cotação caiu muito ;)

 
At 3:23 PM, October 14, 2006, Anonymous Anonymous said...

Atento à fotografia, verifico, tomado de uma agradável surpresa, que não é uma tartaruga que vejo, mas sim duas.

Uma em primeiro plano
a correr para o mar, outra...sim, outra, perfeita, em segundo plano, transmudada em espuma que de cabeça firme e braços abertos, acolhe a primeira.

Em encontro anunciado.Há muitas, muitas marés.Desta vez, ao abrigo da sombra que à esquerda observa.

Protectora e confiante!

Manda mais destas, Rita!

Bj

 
At 2:47 PM, October 15, 2006, Anonymous Anonymous said...

Estou a ver que estas a gostar..

Aqui fica um beijo enorme e lambidelas da tami :)


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At 4:05 PM, October 18, 2006, Anonymous Anonymous said...

Estou desolado!Continua a chuva a cair no meu colo!E o meu sapato amarelo que tinha acabado de sair do banco depressa se esgueirou por entre a fumaça do bus que passava na avenida partida ao meio pelo voo de uma gaivota a gritar navios de esperança.A nuvem tinha ajoelhado e de mãos erguidas ao chefe do clâ implorou que lhe fosse doada uma tijela de caldo baldio para enganar a fome que lhe corroía as entranhas em revolução por melhores cores do arco-íris.Assim estava determinada aquela que um dia à noute pespegou uma farpa na anjola da madrinha que a atirou de cima do cavalo de algodão para baixo do algodão do cavalo.Estava-se mesmo a ver a razão por que o tinha feito: desejava ardentemente algodoar-se no cavalo.Para que o fruto do seu ventre se pudesse manifestar esparramado em estridente grita. Vá-se lá saber porquê! Às tantas tinha os pneus da cabeça furados.Sem saber.Para onde iria? Para a estante onde se amontoavam corpos moles etiquetados como peças de talhante? Ou para a soleira da porta da erva que a cenoura arrendou para cantar aos pássaros que lhe voavam à janela da alma? Nunca soube responder! A resposta não era a sua especialidade.E não se importava.Porque traqueava muito bem.

 
At 4:09 PM, October 19, 2006, Anonymous Anonymous said...

Que é que este anónimo pretende com o que acima escreveu? Não pesco cheta..!

 
At 6:00 PM, October 19, 2006, Blogger Gonçalo Taipa Teixeira said...

Às vezes não interessa o que se escreve, interessa é que se escreva (É isto que ando a aprender por aqui...).
E continuo sem querer comentar estes posts, porque a inveja ainda é muita!

 
At 10:34 AM, October 22, 2006, Anonymous Anonymous said...

O basilisco da ponta do seu polegar não matou mas cegou o olho que,insolente, mirava o quadrado de vidro mais à direita da porta do quarto.Desolhado de um dos olhos entendeu que se fosse por ali abaixo era capaz de encontrar a pipa de massa escondida por cima da baixa da porcalhota no vórtice bébé que revoluteava acima das ondas hertzianas e ao lado do centro da costa que,deste modo, ficou pobre de tanta riqueza.O olho basiliscado tornou-se num sinal dos tempos que com vertigens do futuro se locupletaram do ódio devido a cada geração de ar condicionado.Assim abastecidos tais tempos disserem adeus ao tempo.

 

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