Fim de Tarde em Punta Judas...


Sao quase 5 e meia da tarde e o sol ja quase se escapa no horizonte. De sol resta pouco, fica apenas uma mancha amarelo alaranjado, esbatida por tras das nuvens e a desmaiar no que resta da mare baixa. Depois de um duche rapido, sim, porque com agua fria tem mesmo que ser rapido, la estou eu a contemplar mais uma morte do sol... sim, porque ele morre todos os dias. Para nascer de manha, outra vez. Mas e uma morte linda... e depois vem a noite, com as estrelas, a lua, a trovoada ao longe, e os estupores dos mosquitos! Ai como eu gosto de osgas, aqui sao os gecos, eles que comem esses seres vivos que so andam aqui a incomodar. Quando me atraso mais um pouco nas exumacoes e ja venho embora no lusco fusco e uma alegria para a mosquitada. Um banquete. Que me vir ao longe deve achar que sou louca, ou que estou a fazer a danca da chuva... ou a danca das formigas africanas, como naquele filme... lembras-te Mariana? Ah ah ah. Os bracos em movimentos desordenados, muitas vezes chapadas em mim propria... nao e dificil imaginar. Bem, enfim, os mosquitos sao um mal necessario, se o paraiso fosse sempre bom... rapidamente deixaria de ser uma paraiso. Ha provacoes que tem que ser passadas. Como os jovens herois de Shaolim! Nem todos poderiam se-lo! Nem sempre me apetece ir procurar tortugas a meio da noite, de lanterna quando nao ha lua para iluminar o caminho, muitas vezes a chuva... mas acreditem, tudo vale a pena quando temos o prazer de assistir a chegada de uma delas, o caminhar lento desde a agua, o rasto que elas deixam e que se torna uma via latea na areia quando esta e iluminada pela lua... e mesmo bonito.
Finalmente consegui publicar duas fotos mas nao tenho tempo para mais... tenho mesmo que ir. Esta tartaruga que estao aqui a ver esteve ate agora num aquario... imaginem a alegria dela quando sentiu finalmente o mar...
Besos a todos

9 Comments:
Quisera ser tartaruga
em praia de além mar
de ti me pôr em fuga
p'ra prender teu olhar.
teu olhar em mim grudado
não mais desapareceria
o mar saberia coitado
que por ti tudo faria
deixaria o grude secar
o mar comigo em acção
faria as costas brilhar
levantaria o coração!
Mas tartaruga não sou
e o mar não me conhece
razão por que me vou
assim com uma prece
de dentro se soltou
não mais esmorece!
Bj
Osgas...credo
Coisa horrivel
Isso come-se...
Olha, por cá estamos todos tristes e saudosos de ti.
Em casa, ninguém sai pra night, ninguém bebe uns copos, nem coisa e tal!
Como vês, somos tão saudosos como mentirosos eheheh!
Bjos e dá uns casculhos aí a umas tortugas por mim...
E caga na ideia do outro de vir fazer umas expecialidades costa riquenhas...dasse...inda ficava por 45 euros cada!
Che, com que estão este é o melhor blog??? Atão e o meu...??? Vendido, traidor ;-)
Eugénio
Desde que se soube que o Pierrot andava com problemas de copyright com as fotos e começaram a chegar as queixas dos verdadeiros autores, a tua cotação caiu muito ;)
Atento à fotografia, verifico, tomado de uma agradável surpresa, que não é uma tartaruga que vejo, mas sim duas.
Uma em primeiro plano
a correr para o mar, outra...sim, outra, perfeita, em segundo plano, transmudada em espuma que de cabeça firme e braços abertos, acolhe a primeira.
Em encontro anunciado.Há muitas, muitas marés.Desta vez, ao abrigo da sombra que à esquerda observa.
Protectora e confiante!
Manda mais destas, Rita!
Bj
Estou a ver que estas a gostar..
Aqui fica um beijo enorme e lambidelas da tami :)
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Estou desolado!Continua a chuva a cair no meu colo!E o meu sapato amarelo que tinha acabado de sair do banco depressa se esgueirou por entre a fumaça do bus que passava na avenida partida ao meio pelo voo de uma gaivota a gritar navios de esperança.A nuvem tinha ajoelhado e de mãos erguidas ao chefe do clâ implorou que lhe fosse doada uma tijela de caldo baldio para enganar a fome que lhe corroía as entranhas em revolução por melhores cores do arco-íris.Assim estava determinada aquela que um dia à noute pespegou uma farpa na anjola da madrinha que a atirou de cima do cavalo de algodão para baixo do algodão do cavalo.Estava-se mesmo a ver a razão por que o tinha feito: desejava ardentemente algodoar-se no cavalo.Para que o fruto do seu ventre se pudesse manifestar esparramado em estridente grita. Vá-se lá saber porquê! Às tantas tinha os pneus da cabeça furados.Sem saber.Para onde iria? Para a estante onde se amontoavam corpos moles etiquetados como peças de talhante? Ou para a soleira da porta da erva que a cenoura arrendou para cantar aos pássaros que lhe voavam à janela da alma? Nunca soube responder! A resposta não era a sua especialidade.E não se importava.Porque traqueava muito bem.
Que é que este anónimo pretende com o que acima escreveu? Não pesco cheta..!
Às vezes não interessa o que se escreve, interessa é que se escreva (É isto que ando a aprender por aqui...).
E continuo sem querer comentar estes posts, porque a inveja ainda é muita!
O basilisco da ponta do seu polegar não matou mas cegou o olho que,insolente, mirava o quadrado de vidro mais à direita da porta do quarto.Desolhado de um dos olhos entendeu que se fosse por ali abaixo era capaz de encontrar a pipa de massa escondida por cima da baixa da porcalhota no vórtice bébé que revoluteava acima das ondas hertzianas e ao lado do centro da costa que,deste modo, ficou pobre de tanta riqueza.O olho basiliscado tornou-se num sinal dos tempos que com vertigens do futuro se locupletaram do ódio devido a cada geração de ar condicionado.Assim abastecidos tais tempos disserem adeus ao tempo.
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